quinta-feira, 3 de abril de 2008

Indolencia.

Ah, como existem inúmeras reflexoes, sensaçoes e segredos por trás de cada caminho a passos de ritmos variadamente curtos e largos; de cada discrição cheia de sentido; cada expressão sem cor nem diferença.
Pudera eu - aliás, conseguira eu! - estender-me nesse tema, ao invés da inépcia (em sentido amplo) fuga dos meus pensamentos.
Fecho-me no quarto como ser antisocial qualquer, embora definitivamente nao o seja. Mas quem, mesmo o individuo mais extrovertido do mundo, nao gosta de sentir-se em seu proprio tumulto, secreto, invisivel aos olhos alheios? Quem diz que não, é porque mente para si.

Por isso entrego-me a mim em silencio por mim consentido para que não seja mais um grito no meio do caos que nada ouvirá ou que ouvirá apenas a si próprio. Prefiro, antes, calar-me e dar-lhes espaço, como se fosse eu um trovão mais alto que os impedisse de ouvir a si mesmos...

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