domingo, 27 de julho de 2008

Cai a noite no povoado...

Para ver a versão original - e melhor! - em inglês, clique aqui.

Cai a noite no povoado... Tudo é alheio.

Ela andava calma, amena, sem pensar.
De súbito o horizonte penetrou gélido pelos seus olhos
Como se o infinito fosse rígido, inquebrável,
Frígido, impenetrável.
Pássaros calaram, flores murcharam, o sol deixou-se ir.

- A escuridão caiu no povoado!
Que luz afastaria sua sombra?
Intocável, o mundo não havia outro.
Muros de ilusão se formavam,
Falsos castelos para reis que não podiam dominar.

Toda a juventude gritou por socorro
Mas quem ouvia também desesperava.
Sem nada mudar.

As esperaças todas eram vagas
O tempo rastejava devagar
Até que veio um forasteiro
E pôde alguma felicidade fixar.

Tudo desabou em preto e branco
Mas, apesar do deserto,
Ela de alguma forma viu o brilho.
O mundo agora havia outro espaço,
Que nao fosse aquele velho e silencioso,
Distante e desbotado...
De ninguém - o povoado.

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